sexta-feira, 27 de junho de 2014

Momentos [nossos]


O vapor inundava o ambiente, a água caia sobre o corpo nu, tornava ainda mais difícil a respiração já pesada.
A proximidade era desconcertante; tua pele exalava um aroma sensual, teu corpo acompanhava o ritmo da música que ecoava pela casa só pra me provocar.
Sentia aquela urgência, a necessidade de domínio e posse daquele corpo por inteiro, sem receios.
Meus sentidos enlouqueceram, dominaram me e um gemido forte ecoou quando meu corpo chocou com a parede fria.
Nossos corpos molhados, envoltos sem libido, procurando o desejo supremo, o prazer inevitável adquiriram ritmo próprio, louco e frenético.
De repente um “eu te amo” escapou, sussurrado entre dentes, tímido entre os gemidos mútuos, e tudo tomou um ritmo ainda mais forte, não apenas sexos, peles, mãos e bocas que se tocavam, mas algo mais profundo se mostrava no encontro de olhares.
O auge em fim atingido, nossos corpos trémulos unidos em um abraço que por mim poderia ser eterno e o retorno de um “eu também te amo”.

O beijo veio suave, cheio de carinho e amor, um riso de cumplicidade e a certeza de nos termos amado.

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