quarta-feira, 25 de junho de 2014

"Grand Hotel"


O dia corria com normalidade até receber aquele telefonema
"Tudo bem", respondera. "E tu como estás?"
A resposta dele é que a surpreendeu: "estou à entrada da empresa onde trabalhas"
Ela emudeceu. Mas foi rápida a pensar. Olhou para o relógio, reviu mentalmente a agenda para o dia e ouviu-se a ela mesmo dizer-lhe:
- Espera-me no bar em frente.
- Não. Espero-te na pensão ao fundo da rua.
- O quê?!
Ele desligara. "Que disparate", pensou. "E agora?". Foi à janela e viu-o caminhar na rua. Estava vestido de forma informal, com uns jeans e um blusão. Andava com um passo firme, como se não tivesses dúvidas que ela o seguiria.
- Saiu-me um grande cabrão na rifa", pensou.
O quarto era pior do que pensava. Interior, estreito, uma cama, uma mesa de cabeceira, um guarda-vestidos antigo, um lavatório e um bidé. Uma típica pensão de putas.
- Estou no Hilton, sabes? Mas este é o "grand hotel" mais próximo da tua empresa.
- E calculo que te dará uma tesão enorme um sítio promíscuo como este.
- Tanto como a ti - sussurrou-lhe ao ouvido enquanto a apertava nos seus braços.
Ela suspirou e deixou-se despir. "O gajo é bom. Tem uma lata!", pensava. Ainda teve a frieza de dobrar o vestido de executiva e pendura-lo no armário. Depois perdeu-se...
Aquele ambiente, naquele quarto ordinário, naquela cama que rangia, as grades de ferro, o tapete coçado, as cortinas da janela às florzinhas, as manchas de humidade no tecto.
Ele tratou-a como se fosse mesmo uma puta, agarrou-a pela cabeça e obrigou a sugá-lo, depois atirou-a para a cama e penetrou-a sem mais nem menos, logo a seguir colocou-a de quatro no chão, a cabeça encostada à cama e quase a violava. Sempre em silêncio, só lhe ouvia os gemidos e deixava-se ir... como uma puta a satisfazer todos os caprichos do cliente. Eram apenas dois actores – ela a puta e ele o cliente que lhe pagaria, aquele era o cenário deles.

Ele sentou-se na cadeira ao pé da porta, ela sentou-se no seu colo de costas para ele, em cima do seu sexo, devagar, muito devagar... ela ia descendo, sentindo que ele a violava em toda a sua intimidade, com gestos suaves, as suas mãos controlava os movimentos dela até se sentir completamente preenchida por ele … e quando menos esperava o orgasmo surgiu, violento, intenso … e das suas bocas soltaram-se os gritos de um prazer partilhado e dos seus corpos escorria o néctar do seu prazer … pelo quarto emanava o cheiro inconfundível do sexo animalesco que dos seus corpos transpiravam … 

14 comentários:

  1. Respostas
    1. Hummm ... já não te via por este mundo há algum tempo ...

      Bacio
      Peccato

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  2. ...Gostei imenso, mas...
    ...não queres rever este texto?

    (só naquela)

    ...e de caminho apagas este comentário...

    :)

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    1. Apagar o comentário???
      Porque o faria???

      Bacio
      Peccato
      (revisto)

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  3. Adorei todo o texto , mas despertou-me a mente esta parte " o gajo é bom, tem uma mania " ahahhahahhahahhah !! Aonde eu já ouvi isto ;)

    Bj Completo

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    1. Obrigada ... nada como usar algo tão banal como uma simples frase real, tantas vezes usada

      Bacio
      Peccato

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