quarta-feira, 6 de março de 2013

Momentos [nossos]




Quando a tua melodia me chama, o meu pensamento não actua, deixo que me leves na dança de  corpos colados, tocas-me em suaves entoações de fluidos que se misturam, derramam e se entranham em nós. No ar solta-se o aroma agridoce de beijos molhados, línguas que se enlaçam, e lábios que escorregam para lá das bocas, enchendo de desejo o espaço que existe para além de nós.
Nestes momentos de loucura onde quatro mãos se encontram trocando entre si caricias ardentes numa suave melodia, onde olhar é o diapasão que afina os ritmos desta sonata, que a dois, vamos compondo, na pauta dos nossos sonhos. Nos instantes em que nos entrelaçamos, fechamos os olhos, e seguimos a sintonia do desejo, qual imensa orquestra de emoções, tocando de improviso e sem maestro, a mais bela das músicas, até hoje inventada.

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