terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Entra ... devagarinho



Entro devagarinho, deixastes a porta entreaberta 
Encontro-te de costas, apenas com um vestido vermelho 
Encosto-me a ti, agarro-te pela cintura, sussurro-te no ouvido 
Não te deixo virar, levanto suavemente o teu cabelo 
Mergulho na tua nuca, sinto o teu corpo a vibrar 
Beijo-te o pescoço, acaricio-te os seios, os teus mamilos 
Sinto-te, quero-te, desejo-te agora, quero sentir-te 
As minhas mãos escorregam pelas tuas pernas 
Penetram por entre a tua saia, percorrem as tuas coxas 
E afagam o teu sexo, sinto a sua excelência 
Sinto-o húmida, sedento de paixão, com vontade de mim 
Acaricio-o, sinto-te em mim, sinto-te a enlouquecer 
Gemes de prazer, suplicas, que te penetre 
Curvo-te numa mesa, e levo-te ao paraíso 
Atinges o orgasmo, atinges o clímax com a minha língua 
Afasto-me, simplesmente para te olhar, quero ver-te 

"Debruçada numa mesa" do Livro "Devaneios"-Joao Carlos Aleixo 

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