segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Degustação carnal...

Entre doces conversas, palavras que saem da boca instintivamente, mãos que deslizam nossos corpos fugazes a um prazer fugido ... às línguas que percorrem cada canto das nossas bocas ávidas de um desejo difícil de controlar ...

A tua língua que desliza na minha pele, na minha carne, num fogo que tu acendes ... sinto-me tonta de prazer, um prazer que queima as entranhas sexuais, que me avassala a alma, e pede mais  ... mais carícias, mais beijos molhados, dentes frios nos mamilos, uma mão quente que toca um sexo húmido e quente!

Levo as minhas mãos ternas até a uma morada que conheço muito bem, uma entrada bloqueada pelo desejo de um órgão sexual, que anseia pelas carícias ...

Despojo o resto das roupas existentes em nossos corpos no chão, deito-te no sofá, onde tantas vezes nos amámos, onde nos deixamos ir ao sabor daquele desejo carnal ... Debruço-me sobre ti, deslizo os meus joelhos até ao chão, onde a minha posição é agora de ataque. Vejo o teu sexo livre, teso, com a pujança de outros tempos  ... A minha língua começa então uma viagem, doce, calma, vingativa, serena ... toco-te ao de leve nesse sexo rijo, duro de desejo ... a minha língua envolve-o, faço-o entrar lentamente na minha boca molhada onde, com prazer chupo e mordisco, a minha língua que serpenteia no teu sexo ... sinto o teu corpo estremecer, a tua pele que se arrepia aos toques dos meus dedos ... os teus mamilos rijos, tal como tu sentes os meus quando neles a tua língua passa ... Ambos deliramos com esse fogo, este nosso secreto prazer ...
Antes que expludas ... que te deleites nesta boca gulosa ... trocamos 


Trocamos de posição ... mantemos a virilidade quente ardente ... deito-me no sofá ... entrego-me à tua vontade ... desejo-te ... sinto-te ... húmido ... rijo ... sinto o teu órgão bocal ... deslizar na pele que arde ... queima de desejo ... desces ... tocas as virilhas ... os meus lábios ... os teus dedos ... que exploram ... a língua que passa no clitóris ... os teus lábios, que agora me tocam com sabedoria ... magníficos membros de uma mão que me toca divinamente ... desejo-te tanto!

A tua arte de amar, degustar de um prato típico do Universo, saborear cada pedaço que provas, levares ao limite um corpo que te oferece prazeres carnais, faz com que me sinta num Paraíso, onde só entra felicidade, prazer, êxtase, exclusivo a amantes de prazeres sem pudor ... sem limites.

Nesta felicidade que tenho o prazer de desfrutar, da tua perícia linguística, quase expludo, a minha lava que insiste em sair, mas tu a retardas com carícias, não tão excitantes ... procuro remover o meu corpo, a minha conjuntura corporal, tento alcançar o teu sexo ... dás-me margem de manobra ... toco-te ... o membro sexual ansiava aquele momento ... delicio-me ... ambos desfrutamos dos nossos corpos como nunca a nossa existência alguma vez o permitiu ...

Não esperando mais ... sinto a tua língua entrar na minha cavidade vaginal ... aproveito e "engulo" o teu sexo, que desaparece na minha boca ... tocas-me com os teus dedos no meu clitóris ... não aguento mais ... ambos não aguentamos o calor de um vulcão em erupção ... explodimos os dois ... o líquido quente que nos abandona a prisão, o fluido ardente que invade as bocas ... um brinde dos nossos corpos ... uma recompensa do nosso prazer!

A degustação de um néctar do Paraíso ... um brinde ao prazer ...

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