sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Falo de poesia ...



Falo de poesia pura, como se de pura
Abstração estivessem a tratar as mãos
Que despem esse corpo.
E quando passo de um verso
A outro, sabendo que a imagem vai nascendo
Deste movimento em que as palavras
Dançam na página, limito-me a seguir.
Os dedos que abrem botão após
Botão, e desfazem laço
Após laço, até descobrirem o que
Sabíamos que existia, sem nunca ter visto:
O belo, na sua exata proporção …
[desviado do mural de um amigo]

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